Brevemente, vídeo do encontro e entrevista ao técnico lousadense Marco Santos
Depois da conquista do Nacional de Sala, a equipa de Sub-18 fez o pleno nesta temporada, ao vencer a competição de Campo, numa época fulgurante dos rubro-negros, como há muito não se via. Sem margem de erro, os comandados de Marco Santos tinham que triunfar em Ramalde diante o Viso para erguer o troféu. Os lousadenses capitaneados po Luís Cunha não fizeram pelo menos e golearam por quatro bolas a uma (1-4), numa vitória sem qualquer contestação. Afoitos na direcção da baliza, os forasteiros desfizeram o nulo no placard logo aos 6 minutos, quando Ruca recebe o esférico na direita, faz o passe para a área, Tomé ainda faz um ligeiro desvio, mas é Pedro Pinto que domina e atira a contar.
Os locais remeteram-se à sua defensiva e aos 12 minutos, o guardião do Viso não consegue segurar uma portentosa sticada fulminante de Ricardo, lance que originou o 0-2. Claramente em processo de formação, os portuenses mostravam pouca arte e engenho táctico e os “vermelhos” aproveitavam para subir no terreno a seu belo prazer. O festival de golos desperdiçados iniciou-se, mas aos 18 minutos, Jorge Leal, a passe de Ricardo, fuzila as redes contrárias num golpe indefensável. O Lousada passou a gerir os destinos de um jogo em que a história parecia definir-se a cada minuto que passava.
O primeiro tempo esgotou-se e deu lugar à palestra nos dois bancos, sempre em tons auspiciosos e alarmantes. O “sermão” parece ter surtido efeito aos visitados, fazendo juz à boa entrada que tiveram na etapa final, onde Luís Mendonça, que estava a ter uma partida sem motivos de aparato, teve de se aplicar para manter a sua baliza inviolada. Pelas alas, o Viso arriscava e ao contrário do primeiro tempo, já conseguia conquistar cantos curtos e realizar jogadas bem delineadas. Todavia, mal se esgotou o primeiro quarto de hora da segunda parte, Pedro Pinto intromete-se na manobra defensiva dos locais e consegue finalizar com sucesso, quando estava rodeado de adversários.
Se duvidas haviam, ficaram dissipadas com o “bis” do mítico PP, como é designado pelos colegas. O encontro foi diminuindo de intensidade consoante o passar dos minutos e no banco de suplentes do Lousada já se esboçavam os primeiros sinais de festa. Todavia, o Viso ainda reduziu, num golo que significou um tento de raiva e de luta pelo que fizeram. O sinal sonoro fez-se entoar, mas os festejos foram bastante comedidos até à habitual entrega das medalhas e da taça. Como Tal, Luís Cunha, capitão de equipa, foi o atleta encarregue de erguer o troféu para gaúdio dos lousadenses, onde não faltou o champanhe a regar a festa.

